Werlen Silva de Oliveira, Advogado

Werlen Silva de Oliveira

Vitória (ES)
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Carlos Schneider, Bacharel em Direito
Carlos Schneider
Comentário · há 10 anos
Boa Tarde.
O Advogado ou a Advocacia, é a classe mais desunida que existe na face da terra. Além do mais, segundo estudos, não impera entre a categoria a cooperação, e sim, o interesse pessoal, sua forma de agir pessoal, sua ação individual, ou seja, o "Eu" sobre o "Nós". Quanta decepção optar por esta formação, mesmo que Doutorando. Vejo com tristeza as formas vís, inadequadas, impróprias de falar de colegas, destruir a estrutura do pensamento de grandes advogados, juristas. Ser remetente de solução decorrente de consulta, o acumulo, ou a soma de valores trazidos desde os bancos da academia estarão em evidência, se consulta simples ou complexa. Na formação do Bacharelado em Direito, ninguém te pergunta se já pagou a mensalidade do curso, se precisa de avalista para um FIES, se comprometendo ao pagamento das custas dos livros, apostilas, montagem de escritório, livros, cadeiras, mesas. Até parece que tudo isto vem de graça. Não tenho a menor dúvida, seja para que consulta fora, a cobrança se impõe para que depois não se seja confundido com o tal de "picareta", como já ouvi muitos comentar. A primeira justiça a ser feita é com o próprio profissional. Ato contínuo, com os outros. Quer queira ou não, advogado também precisaria passar por cessões de psicanálise em razão dos sem número de problemas que lhe são apresentados, cada qual de sua própria gravidade. Quantos juizes, desembargadores ou ministros, enfrentam os advogados? Quanto "stresse" acumula? Quantas consultas a computador, sites de tribunal são necessárias? Quem paga esta conta? Pois é e ainda há quem diga que mesmo uma orientação, não deve cobrar. Acho isto absolutamente injustificado. É a minha modesta opinião sem qualquer tipo de ofensa aos demais colegas.
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Diogo Maciel, Advogado
Diogo Maciel
Comentário · há 10 anos
Bom se o mundo dos fatos se resumisse nessa máxima de "atender bem ao cliente e passar confiança, sem cobrar, que o cliente volta".

Vivemos num mundo (e, especificamente, em um país) onde "tirar vantagem" é regra.

Não são todos os clientes que agem assim, mas a postura não é rara: agendam horário, são atendidos, dúvidas são sanadas, e, depois disso nunca mais pisam no escritório ou sequer atendem ligações.

Sejamos mais pragmáticos e atentemo-nos ao meio onde vivemos, em que a busca por "uma informaçãozinha rapidinha" ou "uma orientaçãozinha simples" acaba sendo justificativa para não pagar pelo serviço intelectual do profissional.

Há clientes que -sem o devido preparo- chegam no escritório achando que estão com a "causa elucidada" (pesquisaram do jeito deles, separaram documentos do jeito deles) e espearm, assim, obter redução no valor dos honorários.

Há clientes que, avisados de que a consulta é cobrada, relutam em pagá-la após realizada. Alguns dão desculpas, dizendo que irão receber o salário na semana que vem, e nunca mais voltam.

Teorias são bonitas, vontade de ajudar ao próximo também. Mas pensem nos milhares de reais gastos com a faculdade, com a prova da OAB, além dos sacrifícios pessoais que cada um teve que enfrentar pra chegar aonde chegaram.

Por isso estou com o colega Anderson Reuse: se for uma simples conversa para expor o problema e obter um "norte", tudo bem não cobrar. A partir do momento em que informações técnicas são passadas com maior detalhamento, entendo ser uma afronta à dignidade da profissão a não cobrança.

E tudo depende de nós mesmos. Brasil é o país do "jeitinho", todo mundo sabe disso (e que me perdoem os politicamente corretos!). Devemos atuar sem ingenuidade e sem muita sede, sob pena de transformarmos cada vez mais a advocacia num múnus aviltado. Ser "múnus público" não é fator autorizador de gratuidade. Somos, acima de qualquer coisa, PROFISSIONAIS que lutaram muito para chegar aonde chegamos, e merecem ser remunerados pela mais simples das informações que venham a ser repassadas.

Professor não "dá" aula, embora a expressão idiomática seja esta ("dar aula"). Ele VENDE as aulas. Advogados VENDEM informações e serviços.

Não sejam a causa da banalização da própria profissão.
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